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A ciência é o estudo do mundo natural através da observação e experimentação. Neste contexto a ciência conduz estudos experimentais, alguns dos quais estudam os efeitos da ingestão de determinado composto activo numa determinada população representada por um grupo de caso (a quem é administrado o composto) e um grupo de controlo. A este grupo de controlo é administrado um composto diferente, o chamado placebo, geralmente um comprimido de açúcar e sem efeito, com o propósito de comparar efeitos mensuráveis num grupo submetido à toma do composto em estudo versus um grupo que acredita estar submetido ao mesmo composto. Mas porque é que isto é importante?

A palavra placebo vem do latim e descreve o acto de agradar. Hoje em dia é um conceito utilizado para descrever um efeito subjectivo real e intrínseco produzido pela mente humana. No exemplo anterior, apesar de não haver envolvimento de um composto activo medicamentoso, o efeito placebo pode demonstrar resultados positivos na depressão, ansiedade, insónia, humor, cognição e alívio da sensação de dor. É um efeito que demonstra que a disposição psicológica da pessoa tem uma influência significativa na maneira como nos sentimos. Noutra palavras, isto significa que o modo como nos vemos no mundo tem um impacto profundo na forma como nos sentimos.

O estado psicológico e humoral da pessoa pode produzir resultados positivos e negativos para o indivíduo e por essa razão é muito importante criar o hábito de praticar uma atitude conscientemente positiva e evitar cair no pessimismo. A mente humana é uma mente de hábitos. Biologicamente o Ser Humano está predisposto a seguir rotinas, padrões e hábitos. É mais fácil conduzir um carro que já conduzimos várias vezes do que um carro que nunca conduzimos, assim como é mais fácil encararmos uma situação com pessimismo quando o praticamos com frequência.

Tal como um músculo que é treinado e sofre adaptações para se tornar mais capaz de lidar com o stress a que é submetido, também a mente atravessa estas adaptações com a prática de novas tarefas e exercícios mentais, e quanto mais praticarmos uma atitude positiva, mais esta atitude se tornará uma disposição natural ao longo do tempo.

Ao incorporar exercício físico nas nossas rotinas estamos a contribuir largamente para aumentar esta atitude positiva. Ora isto acontece porque o exercício físico, por si só, promove a saúde psicológica. No entanto, é também importante adoptar um espírito de desafio, coragem, e competência. Muitas pessoas têm medo do fracasso, do compromisso ou dos possíveis riscos quando consideram criar mudanças positivas nas suas vidas e perseguir objectivos pessoais e profissionais. Por vezes dar o passo em frente é difícil, mas quantos mais passos forem dados menos difícil será seguir em frente e quanto mais experiências forem criadas, mais ferramentas serão adquiridas para lidar com futuros desafios. Alguns passos podem ser arriscados, mas igualmente ou mais arriscado pode ser não dar o passo e podemos manter-nos no ciclo vicioso do medo e do negativismo. Adoptar uma atitude de responsabilidade pela nossa felicidade e bem-estar é uma das grandes lições da vida e responsabilidade não é nada mais nada menos que a capacidade de resposta aos desafios que atravessamos (está literalmente descrito na própria palavra). Fazer um esforço activo para adquirir e manter esta capacidade é uma conquista que proporcionará um sentido de propósito e motivação na vida para conseguirmos mais e chegarmos mais longe.


Referências:

Miller F, Kaptchuk T. The power of context: reconceptualizing the placebo effect. Journal of the Royal Society of Medicine. 2008;101(5):222-225.


Rui Ministro – Nutricionista

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